O PODER DO CONSUMO
"As Agências Reguladoras foram criadas para proteger o mercado, por medo do Poder Público corromper as relações de consumo entre o cliente e o prestador de serviço. "
As agências não existem para proteger o consumidor. Elas foram criadas por causa da desconfiança do mercado com o setor público,que não via segurança jurídica nos cumprimentos das obrigações contratuais e garantias legais nas relações de consumo.
O mercado seja ele financeiro, de bens, de commodities ou qualquer outro, só tem segurança se for regulado.
O Poder Público sem regulação, muda as regras toda hora e isso deixa as relações de consumo sem previsibilidade.
Esse é um jogo cruel.
O Poder Público se impõe, o mercado se protege e o consumidor vive à mercê dos dois.
Quando eles se entendem, nem sempre é bom para o consumo.
Mas quando eles se divergem muito, o consumo leva prejuízo ou pelo atraso na entrega ou por inflacão do produto.
Ser consumidor, exige muito esforço para analisar se o que está sendo consumido é compatível com a demanda necessária e a oferta justa.
Nem sempre o problema está no preço, e sim, na necessidade do produto.
O Poder Público é uma máquina arrecadadora, o mercado tem fome insaciável por rendimentos e o consumidor é a mola que gira a máquina.
O que faz o consumidor ser corresponsável por essa questão é exatamente, por ele ocupar as duas posições ao mesmo tempo.
Mas existe um tipo de consumidor, que ele apenas é vítima do processo e não tem nada haver com a criação; só com o consumo.
Imagine o consumidor de loterias esportivas ou jogos eletrônicos, que só consome.
Imagine as empresas que criam produtos viciantes para gerar dopamina na intenção de prender o consumidor ao seu produto.
Imagina os consumidores da fé, que entregam tudo na esperança de receber recompensa fácil milagrosa.
Imagina os consumidores dos mercados ilegais de entorpecentes .
Então o Poder Público que deveria cumprir a obrigação de proteger o consumidor não faz, mas, o impõe as suas regras e legaliza o ilegal com a única finalidade: arrecadar.
O consumidor não tem para quem apelar, pois o poder se impõe e o mercado só precisa da autorização do Poder Público para se proteger.
Isso só vai resolver com uma revolução.
Revolução intelectual.
O consumidor precisa revolucionar pela mudança de mentalidade, com uma educação na área financeira e de consumo.
O consumidor tem que revolucionar no estudo do produto para saber se o que está no mercado foi feito sob medida para ele ou para outra pessoa.
O mercado vive de demanda.
Em uma relação de oferta e procura.
Se tiver procura, vai ter oferta.
Se o consumidor não procurar, o produto acaba.
A inteligência do consumidor deve ser usada para se proteger.
Isso vale mais do que qualquer Agência Reguladora.
O mercado prática uma autofagia, quando a concorrência incomoda ou a oferta é excedente.
O Poder Público, promove uma autocontenção, quando percebe que houve exagero nas medidas aplicadas.
Já o consumidor, não tem nenhum mecanismo cultural de medição para verificar quando as relações de consumo estão sendo danosas.
O mecanismo do consumidor para essa conteção, está fora da esfera do consumo.
Para o consumidor ser respeitado na sua dignidade humana, ele precisa ir para a esfera da política e implorar ao Poder Público, que atenda o seu preito.
As vezes o consumidor, tem que assumir o Poder Público, para defender a sua bandeira.
O problema é que pela natureza da esfera inserida, ele passa a concorrer com os interesses divergentes.
As vezes, se torna uma luta perdida pelo cansaço ou pela deserção.
Qual o solução?
Primeiro, é identificar quem é consumidor.
Depois , categorizar o nível de consumo: Se é por necessidade, por indução ou por compulsão.
Depois, criar um código de ética, entre si mesmo.
Onde aplica-se ao consumidor e ao fornecedor.
" Eu digo sempre, que o mercado dita as regras."
Da mesma forma, o consumidor dita as regras.
Existe um Código do Consumidor no Brasil.
Qual o defeito dele?
O defeito está na feitura.
Quem fez o código foi o Poder Público, e esse poder, não faz nada se não levar vantagem.
Quer um exemplo: Quando uma empresa que não cumpre o Código do Consumidor é multada, para quem vai a multa?
Para a vítima ou para o Poder Público?
Quer outro exemplo da máquina arrecadatória do Poder Público?
Se o contribuinte por forção de Lei, já paga as despesas dos salários dos servidores e juízes e toda mordomia do Poder Judiciário, então por que temos que pagar as custas processuais para reivindicar um direito?
Você pode perguntar: Como vamos fazer essa proteção do consumidor sem o Poder Público ou as Agências Reguladoras?
Simples.
Assumindo o ônus da organização do consumo e fiscalização da demanda.
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